2013/08/29

O que diz o Código de Defesa do Consumidor?

Olá pessoal!
Hoje eu, Aysha Nur, passei aqui no Blog da Máfia da Dança do Ventre para falar um pouquinho de um fato um tanto desconhecido em nosso “Belly World”, as leis do Código de Defesa do Consumidor, ou seja o CDC, neste momento você deve estar pensando: - “Oras, mais o que a Lei do Consumidor tem a ver com a Belly Dance?”- E eu respondo: -“Do ponto de vista comercial tem tudo a ver!”.

Bom gente, primeiro vamos explicar o que é o CDC:
A Grosso modo o Código de Defesa do Consumidor serve para regulamentar, defendendo assim a vulnerabilidade do consumidor na compra de um produto ou serviço assegurando assim a mais benéfica e justa relação entre Comprador e Vendedor/Prestador de Serviço, mesmo assim colocarei conforme se encontra a explicação mais elaborada, que consta no CDC originalmente: “O Direito do Consumidor surgiu no momento em que se verificou desigualdade na relação entre consumidor e o fornecedor. Serve como ferramenta importante na regulamentação das relações jurídicas oriundas da contratação em massa. Contratação essa que resultou nessa dita vulnerabilidade do consumidor perante o
fornecedor numa relação de consumo.2 Portanto, é importante analisar a importância da proteção do consumidor nas relações de consumo, e para isto, é necessário compreender os conceitos básicos do Direito do Consumidor, são eles, consumidor; fornecedor; produto e serviço, assim como os princípios básicos, diretrizes”
Depois desta explicação, acho que você já começa a pensar em mil coisas nas quais você investe em sua dança, em quanto e como investe e de que maneira você é tradata em relação a estes “BENS DE CONSUMO”. Esta é outra palavra na qual precisamos aprender, Bem de Consumo não é só algo que você compra, mais tudo aquilo que é adquirido através de pagamento, mesmo assim colocarei a explicação mais paltável: “Bem de consumo é um bem que destina-se a satisfazer as necessidades de consumo de um indivíduo.1 2
Os bens de consumo são divididos por tipo: Bens Duráveis, Bens de consumo Não Duráveis e Serviços.
Existem três tipos de produtos de consumo:3
1. Produtos de Conveniência; 2. Produtos de Compra Comparada; 3. Produtos de Especialidade.”, ou seja vale para prestação de serviços, então podemos pensar que aulas de dança do ventre pagas são
bens de consumo, trajes e workshops são bens de consumo, ingressos são bens de consumo, apresentações nas quais você é contratada são bens de consumo (de quem pagou você!!) e apresentações nas quais você pagou para participar tanto em festivais, quanto em cias são bens de consumo.
Agora creio que as coisas estão mais claras né? Então vamos falar de alguns pontos chaves, que talvez por falta de conhecimento, tanto dos cosumidores quanto dos vendedores/prestadores/fornecedores, não sejam muito respeitados em nossa e em outras áreas:
1. A famosa “venda casada”, que como o nome já diz vende um produto ou serviço casado a outro, vemos isso o tempo todo, do tipo você entra pra academia mais tem que obrigatóriamente que comprar o maiô de natação da acadêmia, ou um caso mais conhecido, como por exemplo quando seu grupo paga a inscrição para dançar em determinado evento, ou seja, “compra a apresentação” porém tem que pagar pra entrar no evento onde a apresentação será feita, que é o mesmo que “pagar para entrar na loja para retirar seu produto, ou mesmo pagar para ir
adentrar num recinto de shows assistir um artista, mesmo já tendo comprado ingresso préviamente. A maioria das empresas de serviços, comércios e eventos já sacou isso então arranjaram saídas mais pautáveis, como colocarem estes outros produtos como opcionais ou terceirizados opcionais como no caso dos vallets ou fretes, ou mesmo imbutindo as taxas no valor final. Infelizmente na nossa área poucos lugares utilizam-se destas poderosas e justas armas. Aqui em baixo cito em exatidão o que rege o CDC: Venda Casada (Art.39, I CDC) “é a prática comercial em que o fornecedor condiciona a venda de um produto ou serviço, à aquisição de outro produto ou serviço.” – e mais - “Art. 39 - é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas
II - Inciso I: "condicionar o fornecimento de produtos ou serviços ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos".

2. Outra questão é o quesito brindes, tais como entradas cortesias que possamos ganhar, mais que nos limitam a algumas práticas ou seja, no
caso da Venda Casada de cima, eu por acaso ganhei o convite, paguei inscrição para me apresentar, mais meu convite “cortesia não “serve” para entrada de inscritos... Gente só de ler isso creio eu que a grande maioria já fica com pé atrás pois é extremamente abusivo né, entrada é entrada, só não se aplica no caso de idosos e crianças menores de 6 anos e se é cortesia ou não ela deve valer para o que foi feita, ou seja, entrar no recinto! Mais já vale saber que isso é invalidado pela lei a cima citada né, mesmo assim colocarei a parte do CDC na qual me baseei para esta conclusão e lá vai novamente nosso artigo 39 né: “Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)
V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;
Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento.
3. E outra coisinha que parece boba, mais deve ser falada é quando mesmo com todas as
arbitrariedades estão no contrato de compra você ainda tem a questão com relação a devolução de valores e nesse caso é meio complexo, mais vamos partir do príncípio citado na lei que é o jargão falado a grasso modo “o cliente sempre tem razão.” O fundamento é que o CDC deixa claro a abrigação da devolução do valor em caso de desistencia ou problemas com produtos e serviços, claro que a recíproca “desitência” tem seus fundamentos, como no caso de você já ter usado o traje que comprou, afinal você já usufruiu dele, ou mesmo ter desistido da apresentação paga na última hora, sabendo que um evento tem um cronograma a ser seguido, também valem para workshops, pois uma vez pago o dinheiro é repassado ao contratado que geralmente é terceirizado e guia-se por uma agenda, vale também pra quem foi contratada e desistiu de ir um dia antes, nesses casos você não pode pedir o dinheiro de volta e quando você é quem deu o “furo” na prestação de serviço tem a obrigação de devolver; Já nos casos em que você abriu a roupa do pacote e estourou as franjas, ou caíram pedrarias, ou mesmo você pagou sua
apresentação sem pensar e com alguns dias de antecedência fez a desistencia você pode sim e deve pedir seu dinheiro de volta e quem diz não sou eu, o parágrafo do CDC citado aqui deixa claro: “Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.
Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:
II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos previstos neste código;
VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;
XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor;
XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.”
4. E por fim se ainda sim você se sentir lesada e de mãos atadas pois na propaganda do seu “bem de consumo” você não foi avisada disse temos mais uma lei muito clara que veta propagandas enganosas, dizendo que tudo deve estar claro, não só no contrato como na publicação da mídia, pois geralmente o contrato você recebe só depois que já se encantou pela coisa né... Então pra quem faz eventos ou vende produtos, deixem sempre claro as regras, fazendo um regulamento claro e mesmo em folders deixando claro o que deve ser pago, como deve ser pago, quais as maneiras de fazer esse pagamento e os quesitos necessários para obter o que se oferece e aqui vai a citação do CDC que engloba minha explicação: Primeiro no Art. 35. “Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:
I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade;
II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;
III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.” Agora no Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.” E também no Art. 38. “O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.”
Creio que depois de tantas informações de utilidade pública vamos pensar seriamente em como investir e vender com qualidade e justiça nosso dinheiro e nossa arte, lembrem-se que em contratos podemos
redigir o que quisermos, a mais louca insensatez, mais cabe a outra parte aceitarmos ou não e mesmo que no desinforme calor do momento aceitarmos, temos sim um Código de Defesa do Consumidor para que possamos correr atrás do dano causado, ou mesmo corrigir problemas que nós mesmos causamos.
Um Grande beijo a todos e deixo aqui o link para o CDC na íntegra caso queiram pesquisar: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm

Por Aysha Nur



Fontes: Bacharel Jair Teixeira de Souza (Consultor jurídico do Cartório de Registro de Imóveis de Cotia) – site do Planalto do Governo – Código de Defesa do Consumidor - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm - site Âmbito Jurídico – por Henrique Borges Guimarães Neto - http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11006


P.S - Se alguém tiver informação verídica, que difere das apresentadas, favor nos encaminhar. Para não ocorrer nenhuma injustiça e nem postagens errôneas.

2013/07/20

Resultado do Sorteio Mostra Cultural


Vamos lá meninas... concorrentes:


  1. Andrea Senna
  2. Semotharo - Haiyat Raziya
  3. Kaliandra Kali
  4. Aysha Nur
  5. Glaucy Andrade
  6. Luci Telma
  7. Andreia Mahayla
  8. Soeli Aparecida
  9. Lely
  10. Sueli Oliveira
  11. Ana Bellydance

E as vencedoras foram...













e as vencedoras foram

Ana Bellydance
Lely
Haiyat
Andrea Senna
Luci Telma
Soeli Aparecida
Andrea Mahaila
Kaliandra Kali
Aysha Nur
Glauci Andrade

Parabéns meninas, o nome de vcs estará na portaria do evento...!!!

2013/07/18

O que dançar, como dançar, e o que esperar...

Nos meus estudos na net, achei um documento com umas dicas muitooo legais, e falei, vou compartilhar com as meninas (os), é um PDF de regras de um concurso ( ñ sei qual), onde se fala, o estilo, que ritmo dançar, o que se esperar de uma coreo... sensacional. No fim o link original... =D
Espero que vcs gostem...

DANÇAS ÁRABES

Modalidade Dança Árabe Clássica

1.1.1 Punhal
Ritmo: Conforme a representação a ser realizado (lento para punhal moderno; Yallabina para representar desafio; Derback para seduzir).
Traje na versão turca: Vestido de pano cru, ou de pano simples branco, com cores neutras me geral. Um pano vermelho acentuando a cintura, trabalhado de rendas vermelhas ou só um cetim vermelho. Cabelos soltos com um lenço amarrado na cabeça ou cabelos em tranças longas.
Traje na versão contemporânea: Tradicional, Vestidos Folclóricos ou ainda Vestidos Modernos, com cabelos soltos. O uso das cores nas roupas demonstra a conotação da mensagem a ser atingida.
Movimentação: O desafio para a bailarina nesta dança não é somente a demonstração de técnica, mas sim a de sentimentos. A movimentação do punhal deve condizer com seu real significado estabelecido na dança e com o tema sugerido.

1.1.2 Ra’as El Saif (Espada Clássica)
Ritmo: Não há um ritmo específico, mas dá-se preferência para o ritmo Wharda Wo Noz e instrumentais.
Traje: Tradicional ou Moderno, porém com apreciação por calças, devido ao trabalho técnico a ser desenvolvido e por cabelos presos.
Únicas combinações aceitas entre acessórios na Ra’as El Saif:
Exemplo 1: espada + véu
Exemplo 2: espada + snujs
Exemplo 3: espada + punhal
Movimentação: Será avaliada a exibição do material, a evolução dos movimentos, aprestos (preparação para a execução do
movimento), equilíbrio e sustentação da espada bem como acrobacias (seqüência de movimentos em que a espada realiza manobras e giros), assim como elegância, leveza e agilidade na execução dos movimentos.

1.1.3 Raks el Sharki
Etimologicamente o termo Dança do Ventre é a tradução do Raks el Sharki, que significa literalmente Dança do Leste. A bailarina deverá demonstrar sua técnica corporal numa perfeita harmonia com a música, podendo usar um ou mais acessórios para entrar ou sair do palco.
Ritmo: Diversos ritmos podem estar mesclados, porém cuidando sempre da métrica musical bem como combinação de ritmos utilizados.
Traje: O traje deve estar de acordo com a escolha musical.
Movimentação: Serão avaliados todos os estilos estudados, bem como as seqüências de movimentos (não pode repetir mais do que quatro vezes o mesmo movimento), técnica corporal (domínio), as emendas (começar e terminar o movimento), dinâmica, uso do espaço e capacidade de contagiar o público

Estilo Egípcio: Manifestações sutis de quadril, domínio de tremidos, deslocamentos simplificados adaptados ao Ballet Clássico, movimentos de braços e mãos simplificados;
Estilo Norte-Americano: Manifestações mais intensas de quadril, deslocamentos amplamente elaborados, movimentos de Jazz, movimentos de mãos e braços bem mais explorados;
Estilo Libanez: Com shimies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.
Estilo Contemporâneo: Mesclado sutilmente com outras linguagens de dança, mas com predominio árabe em sua interpretação.

1.1.4 Snujs
Os snujs possuem a única finalidade de alegrar determinadas frases rítmicas, proporcionando um som mais envolvente e empolgante à percussão, sendo raramente tocados do inicio ao fim da música. Deve-se destacar os pontos mais empolgantes, evitar exageros e o som deve ser claro e limpo, com toque uniforme, exato e preciso.
Ritmo: Não há um ritmo específico, porém a música deve ser alegre e empolgante; percussão não é aconselhável.
Traje: Tradicional.
Toque: O som deve ser claro e limpo, com toque uniforme, exato, preciso e deve corresponder ao ritmo da musica.


1.1.5 Véu
Ritmo: Não há ritmo específico, podendo ser músicas Clássicas ou Modernas suaves.
Traje: Tradicional ou Moderno.
Movimentação: Será considerada a movimentação clara e limpa do véu, a técnica (dificuldade de movimentação, manuseio) e a musicalidade do véu em harmonia com a música e com a movimentação corporal.

1.1.6 Véu Wings
Ritmo: Não há ritmo específico, porém a música deve ser moderna.
Traje: Tradicional ou Moderno
Movimentação: A bailarina deve demonstrar extrema habilidade em seu manuseio, mantendo sua qualidade visual, sem enrolar o tecido ou esconder os movimentos da bailarina. Durante os giros não desequilibrar e manter o eixo. Elegância e suavidade são essenciais.


Modalidade Dança Árabe Folclórica

1. Choufou el Arbiyya
Dança típica tunisiana, realizada apenas por mulheres.
Ritmo: Falahi
Traje: Folclórico tradicional, com cabelos cobertos e lenço no quadril.
Movimentação: A característica desta dança são as mímicas (como se estivessem se ajeitando, maquiando, ajudando umas às outras) e a demonstração de seus tornozelos, para demonstrar que não usam o Khul-khaal (espécie de tornozeleira) e que assim, não são casadas. Requer habilidade e agilidade dos quadris.

2. Dabke Folclórico
É designado Dabke folclórico quando a apresentação é coreografada para shows. Dabke popular é a dança realizada em festas, informalmente.
Ritmo: Jabalee e Malfuf (ou Laff).
Traje feminino: Folclórica tradicional com um xale no quadril e sapatos presos no tornozelo, com salto máximo de 3cm.
Traje feminino moderno: Galabie ou Abay mais curta, com calças por baixo e faixa na cintura. Camisas não são permitidas, por ser uma peça masculina.
Movimentação: Formação em linha ou semicírculo, que pode ser quebrada em outras formações, onde a pessoa da ponta direita é quem comanda a execução da dança. Sua mão direita deverá estar segurando uma masbaha ou um lenço branco, no qual realiza movimentos rotatórios no ar; Somente a pessoa da ponta direita pode executar movimentos acrobáticos e trabalhos livres, salvo quando este convida outra(o) bailarina(o) a solar. Deve-se se movimentar no sentido horário, ou seja, para a direita quando
na formação de semicírculo. O pé esquerdo é o líder dos passos de marcação.

3. Dança com lenços
Originária provavelmente do Norte da Africa, ainda se encontras mulheres executando essa dança na Algéria, Marrocos e Tunísia.
Movimentação: Agitando um ou dois lenços no ar, pode ainda realizar um jogo de “esconde e revelar” dos olhos ou emoldurar as movimentações de quadril.

4. Dança das colheres
Da região de Silifike na Anatólia, esta dança é famosa por fazer o ritmo com colheres, cantando e dançando.
Traje: Específico desta dança
Movimentação: Deve ser interpretado as situações e sentimentos vividos no dia a dia.

5. Dança das Flores
Ritmo: Não há ritmo ou música específica, mas sugere-se músicas alegres com tema relacionado à colheita e flores, como o Falahi.
Traje: Folclórico com cores alegres. Nesta dança não se usa medalhas ou moedas.
Movimentação: Será avaliado a interpretação da bailarina, conforme a simbologia desta dança (camponesa egípcia trabalhando na colheita das flores). Deve-se trabalhar o cesto e as flores. A dança deve ser delicada e alegre.

6. Ghawazee
Ritmo: Fallahi ou tradicional
Traje: traje folclórico, com pintura tribal no rosto, turbante e lenço na cabeça.
Movimentação: A movimentação deste modalidade é exagerada, exibindo força nos quadris.

7. Guedra
Dança ritual típica dos nômades do Deserto do Saara, aparecendo também na Mauritânia, Marrocos e Egito. Também é conhecida como a Dança da Benção dos Tuaregs.
Música: Cânticos muçulmanos.
Traje: Caftan, Haik (manto preso à frente do corpo por alfinetes e correntes), adornos na cabeça e tranças. Inicia-se com o rosto coberto.
Movimentação: A base da dança é a movimentação das mãos: quatro direções, quatro elementos ou simbolizando o tempo; A benção (estômago, coração, cabeça e ombro); E o balanço da cabeça para frente e para trás, geralmente brusco. Com grande frequência termina-se no chão.

8. Hagalla
Originária da Líbia, tradicionalmente a dançarina apresenta-se para quatro homens e escolhe um para terminar sua dança. Na versão atual um grupo de mulheres dança para outro.
Ritmo: Cânticos masculinos (Keffafeen).
Traje: Calças e uma galabya longa por cima. Muitas camadas de tecido e sapatos baixos, devido à areia quente e fofa.
Movimentação: Tradicionalmente a dançarina finaliza laçando com seu turbante ou faixa o seu pretendente.

9. Karsilama
Há duas formas de Karsilama: a Cigana e a Urbana (esta é parecida com a dança do pandeiro, diferenciada pela escolha musical).
Ritmo: Turco Karsilama
Traje: Folclórico, de acordo com a forma escolhida.
Movimentação: Balanço das saias rodadas ao som da batida do pandeiro.

10. Meleah Laff
Ritmo: Malfouf.
Traje: Borrka (véu tricotado para o rosto), Melea Laff (Véu grande e preto enrolado no corpo), vestido curto e justo, tiara na cabeça e sapato (opcional).
Movimentação: Será levada em conta a representação do cotidiano portuário egípcio de Alexandria, a graciosidade e o trabalho com o Meleah (Melaya), que deve respeitar seu significado neste contexto.

11. Pandeiro
É considerado pandeiro o material feito de madeira e sem enfeites (fitas, por exemplo). Este instrumento é usado para marcar o ritmo da música ou acompanhá-lo.
Ritmo: Falahi. Laff ou Malfuf, Maksum, Said, Hagallah e Sambra.
Traje: Traje folclórico, com preferência em vestido Gawazee, ou traje na linha Andaluz, porém pode-se abusar de medalhas, lenços e faixas no pescoço, braços, tornozelos e quadril. O uso de sapatos é proibido.
Movimentação: Exigem muita movimentação, dinamismo, deslocamentos e o pandeiro deve acompanhar a evolução do corpo. Os passos e deslocamentos devem ser constantes com raros momentos de estagnação e a interpretação deve estar voltada à exteriorização das emoções; espontaneidade e simplicidade são essenciais.
Combinações aceitas entre acessórios e realizadas em grupo:
Exemplo 1: pandeiro + snujs
Exemplo 2: pandeiro + lenço beduíno
12. Ra’as El Assaia (Dança do Bastão Feminino)
Ritmo: Said
Traje: Folclórico tradicional ou moderno, com pés descalços e cabelo coberto. Coreografias mais modernas podem ser com vestidos ricamente bordados com uso de salto alto. Não é permitido deixar o ventre descoberto.
Movimentação: Deve-se demonstrar força, beleza e sensualidade, onde o bastão deve acompanhar em harmonia os movimentos corporais. Serão analisados os movimentos técnicos do bastão (habilidade e velocidade) e os movimentos corporais mais rígidos, batidos e com associação de leves pulinhos. É uma dança que exige movimentação e interpretação própria e de significados já existentes.

13. Ra’as El Nasha’ar (Khaleege)
Ritmo: Soud ou Saudita e Ayubi.
Traje feminino: Tobe al Nashar (túnica transparente, ricamente bordada) colocado por cima de um traje tradicional ou moderno. Os cabelos devem estar soltos.
Movimentação: Caracterizada pelo uso de uma bata, pelo balançar intenso dos cabelos e movimentação dos pés em pulsação contínua, porém com marcação no quadril. Possui também uma grande movimentação dos ombros e braços. Todos os movimentos
são suaves e lentos. A dificuldade é incorporar os trejeitos típicos de charmes.

14. Raks al Balaas (Jarro)
Conhecida também como dança do Nilo ou Dança da Samaritana, possui duas versões para explicar sua origem, uma relacionada à cerimônia ritualística religiosa e outra representaria a vida do povo do deserto.
Ritmo: Folclórica alegre, Said ou Falahi
Traje: Folclórico Tradicional ou Moderno, com preferência no tradicional, com chador e com o cabelo coberto.Movimentação: Interpretativa ritual ou cotidiana na busca pela água, caracterizada também pelo equilíbrio do jarro. Deve-se ter habilidade, equilíbrio e expressão facial.

15. Raks al Senniyya
Originário no Marrocos e conhecido também por Dança do Chá, é uma dança tradicional praticada por pessoas de ambos os sexos.
Traje: Folclórico
Movimentação: Exige equilíbrio e destreza para equilibrar as bandejas na cabeça enquanto dançam.

16. Shamadan (Candelabro)
Ritmo: Zaffa ou versão lenta do Malfuf.
Traje: Folclórico Tradicional ou Folclórico Moderno.O uso de salto é opcional.
Movimentação: Exige equilíbrio, destreza, habilidade e delicadeza nos movimentos. Naturalidade é imprescindível.

17. Taças
Ritmo: Não há ritmo específico, porém a música deve ser lenta.
Traje: Tradicional ou Moderno. O uso de salto é opcional.
Movimentação: Exige equilíbrio, destreza, habilidade e delicadeza nos movimentos. As taças emolduram os movimentos ou os acompanham.

18. Zaar
Zaar, ou Dança do Exorcismo, do Sudão 1820.
Ritmo: Ayubi ou Zaar
Traje: Tipico do Zaar.
Movimentação: Não deve ser ritualístico.

Modalidades Dança Árabe Masculina / Feminina / Casal

1. Dabke Folclórico
É designado Dabke folclórico quando a apresentação é coreografada para shows. Dabke popular é a dança realizada em festas, informalmente.
Ritmo: Jabalee e Malfuf (ou Laff).
Traje masculino: Masculino completo com Sholuk (Tecido que cobre a cabeça), preso pelo Agal (cordão).
Movimentação: Formação em linha ou semicírculo, que pode ser quebrada em outras formações, onde a pessoa da ponta direita é quem comanda a execução da dança. Sua mão direita deverá estar segurando uma masbaha ou um lenço branco, no qual realiza movimentos rotatórios no ar; Somente a pessoa da ponta direita pode executar movimentos acrobáticos e trabalhos livres, salvo quando este convida outra(o) bailarina(o) a solar. Deve-se se movimentar no sentido horário, ou seja, para a direita quando
na formação de semi-círculo. O pé esquerdo é o líder dos passos de marcação. Nos solos femininos há movimentação livre de Raks el Sharki.

2. Dança da Espada – masculina
Ritmo: Ao som do Mijwiz (flauta curta e dupla de bambu).
Traje: Masculino com opção de usar ou não o Sholuk (tecido que cobre a cabeça), preso pelo Agal (cordão).
Movimentação: Será levada em conta a interpretação, caracterizada por batalha, luta ou brincadeiras de amizade.

3. Dança dos Pescadores
Dança egípcia realizada por homens e mulheres, considerada folclore de Alexandria.
Ritmo: falahi
Traje: Estilo marinheiro (Colete, calça e boné típico)
Movimentação: Representação na qual os homens “pescam” as mulheres com uma rede, através de mímica.

4. Dança Núbia
Dançada por homens e mulheres
Ritmo: Geralmente Tunica branca ou azul
Traje Masculino: Galabya longa e branca e calças brancas (a cor branca ajuda a refletir a luz do Sol). Por cima, uma roupa colorida e um turbante bem comprido na cabeça. Eles também usam sapatos especiais para proteger seus pés do chão quente.
Traje Feminino: Galabya longa em cores claras, um vestido preto leve por cima, que mostre o vestido de baixo, um lenço bem comprido na cabeça, cobrindo todo o cabelo. Muitos acessórios: um colar chamado Kerdan Núbio, grandes brincos, geralmente de prata, e todo tipo de acessórios de prata.
Movimentação: no decorrer da dança, formar duas filas onde homens e mulheres separam-se e ao final formam um só grupo. As palmas são importantes na interpretação desta dança.

5. Khaleege
Ritmo: do golfo, principalmente o Soudi ou Saudita e Ayubi.
Traje : Galabie ou Abay masculino.
Movimentação: Caracterizada pelo traje e pela movimentação dos pés em pulsação contínua. A dificuldade é incorporar os trejeitos típicos de charmes.

6. Tahtib (Dança do Bastão Masculino)
Ritmo: Said.
Vestimenta: Traje masculino completo ou Galabie masculino.
Movimentação: Serão analisadas a força, a destreza, a técnica e a interpretação.

Eu adorei essas descrições pessoal...
link original: http://www.libraf.com/sulam/sulam2013/documentos/LIVRO%207%20Dancas%20Arabes.pdf
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