2014/06/27

Velhos tempos, Novos Dias - Novos tempos,Velhos Dias

"A arte,em certos casos, torna-se a insígnia de uma “superioridade” que um grupo 

determinado confere a si mesmo. Interessar-se pela arte significa ser mais “culto”, ter espírito 

“mais elevado”, ser diferente, melhor que o comum dos mortais."

                                                                                O que é arte - Livro de Jorge Coli









Saudades de um tempo onde dançar era arte, onde professores ensinavam mais que movimentos e técnicas, ensinavam paixão, amor pela dança, pelo que era apresentado. Saudade de um mundo onde ir pra aula era felicidade, eram momentos de deixar a emoção a flor da pele, era evoluir num mundo desconhecido, era saber que ali, se aprenderia mais do regras mas emoções...
Saudades de um tempo onde sonhava-se com eventos onde deslumbrávamos lindas roupas, com franjas imensas que ao menor balanço se chacoalhavam ao ar, torcer para que alguém dançasse sua musica preferida, usar véu de voil ou de musseline(esse já era chick), pés no chão ( gerlamente mais pretos que carvão), coberta com uma blusa pq não existiam tunicas ou Abeys,  coreografias com turmas de 200 pessoas, que mal cabiam no palco, apertadas, mas felizes, dançando com o coração... Uma época inocente...







                                          Mas... o tempo passa, o tempo voa... as coisas mudam...e como mudam...

 





O que temos agora?  regras e mais regras... regras vindas de nem sabemos onde... 







-Temos regras pra entrar no palco,( por vezes umas absurdas - tem que entrar em meia ponta alta e com o passar da musica ir descendo pra meia ponta), 
-Não se pode usar franjas imensas pq elas são feias e antiguadas, 
-Não se pode dançar determinadas musicas pq já estão "passadas" ( e eu que nem sabia que musica tinha data de validade, Umm Kulthum então nem deveriam existir mais musicas dela), ou não se pode mais dançar essa musica porque todo mundo já dançou ( tá!!! não interessa se vc não dançou, mas o resto do mundo já dançou, por tanto vc não pode...), 
-Não se pode mais usar véu de Voil pq é pobre, o bom mesmo ( mesmo que vc não saiba o que fazer com ele) são os véus de seda, 
-Se vc não tiver cabelão, corpão, peitão, vc não faz parte de algum tipo de padrão, vc faz parte de qual? (sabe Deus), Ah!! se vc tbm não for clone, e não dançar exatamente igual a fulana ou ciclana, vc tbm esta fora do padrão (mas que padrão mesmo? quem criou isso? e fez disso a verdade absoluta?) .
-Ai eis que surge as designações, vc é assim... vc só pode dançar assim, e nesses lugares, pq é assim que o mercado exige.( e viva a diversidade e a liberdade de escolha). 
-Se vc não dança nos locais da moda, ou nos eventos da moda, vc não é da turma, e nem é profissional, ainda mais se vc não segue as regras novas viu! ( regras ditadas por quem mesmo?)






Então todo mundo virou expert, todo mundo tem uma regra nova a cada dia, todo mundo palpita na dança do outro, mas a sua é "inapalpitavel" ( acabei de inventar essa palavra...kkk), todo mundo só vê aquilo que o convêm, e faz disso uma verdade absoluta, tudo virou muito comercial, muito mecânico... É errado? Claro que não, como dizia minha mãe, mas vale um sonho realizado do que dinheiro no bolso, e cada um sabe onde o calo aperta. 
Só não tome essas "ditas regras", como LEIS e as queria impor a todos, as pessoas são diferentes, pensam diferentes e agem diferentes(é clichê, mas é a verdade). E só pra constar uma colagem básica da net,  sobre o que é arte/dança ( já que cada um usa a parte que lhe convêm)

O que é Dança:

Dança é a arte de movimentar expressivamente o corpo seguindo movimentos ritmados, em geral ao som de música.

O povo primitivo iniciou a arte de dançar e a praticava em diferentes ocasiões: no período de colheitas, nos rituais aos deuses, na época das caçadas, nos casamentos, em momentos de alegria ou tristeza, ou ainda, em homenagem à mãe natureza. É considerada a mais completa das artes, pois envolve elementos artísticos como a música, o teatro, a pintura e a escultura, sendo capaz de exprimir tanto as mais simples quanto as mais fortes emoções.

O significado da dança vai além da expressão artística, podendo ser vista como um meio para adquirir conhecimentos, como opção de lazer, fonte de prazer, desenvolvimento da criatividade e importante forma de comunicação. Através da dança, uma pessoa pode expressar o seu estado de espírito. A dança pode ser acompanhada por instrumentos de percussão ou melódicos, ou ainda pela leitura de diferentes textos.

                            

Sabe o que eu vou fazer???

Vou pegar minha saia rodada, minha roupa de franja, vou dançar Shik Shak Shok ( pq essa musica é linda, e pq eu amo ela), em um Asilo, e mostrar pra aquelas pessoas abandonadas, pq eu achamo a minha dança de ARTE !


2013/08/29

O que diz o Código de Defesa do Consumidor?

Olá pessoal!
Hoje eu, Aysha Nur, passei aqui no Blog da Máfia da Dança do Ventre para falar um pouquinho de um fato um tanto desconhecido em nosso “Belly World”, as leis do Código de Defesa do Consumidor, ou seja o CDC, neste momento você deve estar pensando: - “Oras, mais o que a Lei do Consumidor tem a ver com a Belly Dance?”- E eu respondo: -“Do ponto de vista comercial tem tudo a ver!”.

Bom gente, primeiro vamos explicar o que é o CDC:
A Grosso modo o Código de Defesa do Consumidor serve para regulamentar, defendendo assim a vulnerabilidade do consumidor na compra de um produto ou serviço assegurando assim a mais benéfica e justa relação entre Comprador e Vendedor/Prestador de Serviço, mesmo assim colocarei conforme se encontra a explicação mais elaborada, que consta no CDC originalmente: “O Direito do Consumidor surgiu no momento em que se verificou desigualdade na relação entre consumidor e o fornecedor. Serve como ferramenta importante na regulamentação das relações jurídicas oriundas da contratação em massa. Contratação essa que resultou nessa dita vulnerabilidade do consumidor perante o
fornecedor numa relação de consumo.2 Portanto, é importante analisar a importância da proteção do consumidor nas relações de consumo, e para isto, é necessário compreender os conceitos básicos do Direito do Consumidor, são eles, consumidor; fornecedor; produto e serviço, assim como os princípios básicos, diretrizes”
Depois desta explicação, acho que você já começa a pensar em mil coisas nas quais você investe em sua dança, em quanto e como investe e de que maneira você é tradata em relação a estes “BENS DE CONSUMO”. Esta é outra palavra na qual precisamos aprender, Bem de Consumo não é só algo que você compra, mais tudo aquilo que é adquirido através de pagamento, mesmo assim colocarei a explicação mais paltável: “Bem de consumo é um bem que destina-se a satisfazer as necessidades de consumo de um indivíduo.1 2
Os bens de consumo são divididos por tipo: Bens Duráveis, Bens de consumo Não Duráveis e Serviços.
Existem três tipos de produtos de consumo:3
1. Produtos de Conveniência; 2. Produtos de Compra Comparada; 3. Produtos de Especialidade.”, ou seja vale para prestação de serviços, então podemos pensar que aulas de dança do ventre pagas são
bens de consumo, trajes e workshops são bens de consumo, ingressos são bens de consumo, apresentações nas quais você é contratada são bens de consumo (de quem pagou você!!) e apresentações nas quais você pagou para participar tanto em festivais, quanto em cias são bens de consumo.
Agora creio que as coisas estão mais claras né? Então vamos falar de alguns pontos chaves, que talvez por falta de conhecimento, tanto dos cosumidores quanto dos vendedores/prestadores/fornecedores, não sejam muito respeitados em nossa e em outras áreas:
1. A famosa “venda casada”, que como o nome já diz vende um produto ou serviço casado a outro, vemos isso o tempo todo, do tipo você entra pra academia mais tem que obrigatóriamente que comprar o maiô de natação da acadêmia, ou um caso mais conhecido, como por exemplo quando seu grupo paga a inscrição para dançar em determinado evento, ou seja, “compra a apresentação” porém tem que pagar pra entrar no evento onde a apresentação será feita, que é o mesmo que “pagar para entrar na loja para retirar seu produto, ou mesmo pagar para ir
adentrar num recinto de shows assistir um artista, mesmo já tendo comprado ingresso préviamente. A maioria das empresas de serviços, comércios e eventos já sacou isso então arranjaram saídas mais pautáveis, como colocarem estes outros produtos como opcionais ou terceirizados opcionais como no caso dos vallets ou fretes, ou mesmo imbutindo as taxas no valor final. Infelizmente na nossa área poucos lugares utilizam-se destas poderosas e justas armas. Aqui em baixo cito em exatidão o que rege o CDC: Venda Casada (Art.39, I CDC) “é a prática comercial em que o fornecedor condiciona a venda de um produto ou serviço, à aquisição de outro produto ou serviço.” – e mais - “Art. 39 - é vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas
II - Inciso I: "condicionar o fornecimento de produtos ou serviços ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos".

2. Outra questão é o quesito brindes, tais como entradas cortesias que possamos ganhar, mais que nos limitam a algumas práticas ou seja, no
caso da Venda Casada de cima, eu por acaso ganhei o convite, paguei inscrição para me apresentar, mais meu convite “cortesia não “serve” para entrada de inscritos... Gente só de ler isso creio eu que a grande maioria já fica com pé atrás pois é extremamente abusivo né, entrada é entrada, só não se aplica no caso de idosos e crianças menores de 6 anos e se é cortesia ou não ela deve valer para o que foi feita, ou seja, entrar no recinto! Mais já vale saber que isso é invalidado pela lei a cima citada né, mesmo assim colocarei a parte do CDC na qual me baseei para esta conclusão e lá vai novamente nosso artigo 39 né: “Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)
V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;
Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento.
3. E outra coisinha que parece boba, mais deve ser falada é quando mesmo com todas as
arbitrariedades estão no contrato de compra você ainda tem a questão com relação a devolução de valores e nesse caso é meio complexo, mais vamos partir do príncípio citado na lei que é o jargão falado a grasso modo “o cliente sempre tem razão.” O fundamento é que o CDC deixa claro a abrigação da devolução do valor em caso de desistencia ou problemas com produtos e serviços, claro que a recíproca “desitência” tem seus fundamentos, como no caso de você já ter usado o traje que comprou, afinal você já usufruiu dele, ou mesmo ter desistido da apresentação paga na última hora, sabendo que um evento tem um cronograma a ser seguido, também valem para workshops, pois uma vez pago o dinheiro é repassado ao contratado que geralmente é terceirizado e guia-se por uma agenda, vale também pra quem foi contratada e desistiu de ir um dia antes, nesses casos você não pode pedir o dinheiro de volta e quando você é quem deu o “furo” na prestação de serviço tem a obrigação de devolver; Já nos casos em que você abriu a roupa do pacote e estourou as franjas, ou caíram pedrarias, ou mesmo você pagou sua
apresentação sem pensar e com alguns dias de antecedência fez a desistencia você pode sim e deve pedir seu dinheiro de volta e quem diz não sou eu, o parágrafo do CDC citado aqui deixa claro: “Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.
Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.
Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:
II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos previstos neste código;
VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;
XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor;
XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.”
4. E por fim se ainda sim você se sentir lesada e de mãos atadas pois na propaganda do seu “bem de consumo” você não foi avisada disse temos mais uma lei muito clara que veta propagandas enganosas, dizendo que tudo deve estar claro, não só no contrato como na publicação da mídia, pois geralmente o contrato você recebe só depois que já se encantou pela coisa né... Então pra quem faz eventos ou vende produtos, deixem sempre claro as regras, fazendo um regulamento claro e mesmo em folders deixando claro o que deve ser pago, como deve ser pago, quais as maneiras de fazer esse pagamento e os quesitos necessários para obter o que se oferece e aqui vai a citação do CDC que engloba minha explicação: Primeiro no Art. 35. “Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:
I - exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade;
II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;
III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.” Agora no Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
§ 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.” E também no Art. 38. “O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.”
Creio que depois de tantas informações de utilidade pública vamos pensar seriamente em como investir e vender com qualidade e justiça nosso dinheiro e nossa arte, lembrem-se que em contratos podemos
redigir o que quisermos, a mais louca insensatez, mais cabe a outra parte aceitarmos ou não e mesmo que no desinforme calor do momento aceitarmos, temos sim um Código de Defesa do Consumidor para que possamos correr atrás do dano causado, ou mesmo corrigir problemas que nós mesmos causamos.
Um Grande beijo a todos e deixo aqui o link para o CDC na íntegra caso queiram pesquisar: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm

Por Aysha Nur



Fontes: Bacharel Jair Teixeira de Souza (Consultor jurídico do Cartório de Registro de Imóveis de Cotia) – site do Planalto do Governo – Código de Defesa do Consumidor - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078.htm - site Âmbito Jurídico – por Henrique Borges Guimarães Neto - http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11006


P.S - Se alguém tiver informação verídica, que difere das apresentadas, favor nos encaminhar. Para não ocorrer nenhuma injustiça e nem postagens errôneas.

2013/07/20

Resultado do Sorteio Mostra Cultural


Vamos lá meninas... concorrentes:


  1. Andrea Senna
  2. Semotharo - Haiyat Raziya
  3. Kaliandra Kali
  4. Aysha Nur
  5. Glaucy Andrade
  6. Luci Telma
  7. Andreia Mahayla
  8. Soeli Aparecida
  9. Lely
  10. Sueli Oliveira
  11. Ana Bellydance

E as vencedoras foram...













e as vencedoras foram

Ana Bellydance
Lely
Haiyat
Andrea Senna
Luci Telma
Soeli Aparecida
Andrea Mahaila
Kaliandra Kali
Aysha Nur
Glauci Andrade

Parabéns meninas, o nome de vcs estará na portaria do evento...!!!

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